Para lá do folclore, marchar, marchar

Jan 16, 2020

Entendo que devo exigir ao PS que apresente e genuinamente apoie uma mulher, candidata a Presidenta da República.

O Partido Socialista (PS) não pode fugir ao imperativo e ao dever, éticos e republicanos, de apresentar candidato às presidenciais de 2021. É desta forma taxativa que eu, cidadã da República Portuguesa, me assumo.

Escrevo esta coluna de opinião no Jornal de Negócios desde agosto de 2016, e tenho-o feito nunca escondendo as minhas posições e convicções. Muitos dos leitores julgam que se entrechocam as minhas referências à liberdade de ensinar e aprender e a modelos de empreendedorismo e de criação competitiva com uma visão mais socialista e, teoricamente, mais coletivista.

Para enquadrar o presente artigo num jornal de negócios, replico o artigo 1º dos estatutos do PS: “O Partido Socialista é uma organização política de homens e mulheres, empenhada na construção de uma sociedade livre, igualitária, solidária, económica e socialmente desenvolvida, ecologicamente sustentável, cuja ação está enquadrada na sua declaração de princípios e nas moções aprovadas nos Congressos Nacionais.”

Como unidade cada vez mais representada neste jornal naquilo que significam os governos que nos governam, os impostos que nos são cobrados, as decisões que têm efeitos diretos ou indiretos na minha e nas nossas vidas, um partido político é um fator relevante daquilo que nos faz, como povo e como país, atrativos ou repelentes.

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