A arte de empreender

Fev 24, 2017

No passado dia 3, abriu ao público, no Museu Calouste Gulbenkian, a exposição “José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno”.

Só nos primeiros três dias, houve 4586 pessoas a visitarem a mostra de um dos expoentes máximos do modernismo em Portugal.

Um dos maiores artistas portugueses, Almada Negreiros nasceu no final do século XIX, na Roça da Saudade, freguesia da Trindade, São Tomé e Príncipe, e faleceu na última metade do século XX. Percursor absoluto da Arte de Empreender e do que significa Empreender pela Arte, o protagonista desta retrospetiva, em exibição em Lisboa, prova, ao longo de cerca de quatro centenas de quadros, porque é que a modernidade está intrinsecamente ligada à inovação e a novas formas de fazer e de saber fazer.

O talentoso Almada exibe, com cada quadro, a evidência de que a imortalidade da obra artística está intimamente vinculada à missão que o criador lhe destinou, quando a imaginou e, posteriormente, a concretizou.

Ao visitar esta exposição, torna-se evidente que Almada Negreiros desde cedo percebeu a relação entre modernidade e novidade, tal como fica demonstrado nesta afirmação, proferida em 1927, na Conferência – O Desenho – em Madrid, na qual o pintor diz que “Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir, mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.”

Tal como já referi anteriormente, o empreendedor faz sempre aquilo de que não se está à espera e Almada também…

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