A discussão faz-se através de Mesas Redondas em que todos, participantes, moderadores e público, têm a oportunidade de interagir e dar o seu contributo direto através do estabelecimento de diálogo com os palestrantes e dum contributo efetivo nas conclusões finais que serão vertidas na Declaração de Baku.
Serei moderadora na Mesa Redonda que irá discutir os – Different Models of Multiculturalism: from Theory to Humanitarian Practice;
O mundo vive momentos trágicos com a crise na Síria e com a aparente impotência das várias Potências Mundiais em contribuírem para a rápida resolução desta terrível encruzilhada de interesses em que diariamente são ceifadas as vidas de milhares de inocentes.
Infelizmente um pouco por todo o lado assistimos a conflitos de maior ou menor dimensão que não nos deixam viver em Paz. O aumento da intolerância perante o outro que não pensa nem age como eu faz com que se torne essencial discutir Modelos que nos ajudem a construir sociedades em que se torne possível viver em harmonia.
O respeito pela multiplicidade não pode nascer em Sociedades que promovam o desprezo por Comunidades que não têm os nossos usos e costumes. Bem pelo contrário.
Nestes últimos anos, inicialmente através do Programa Tempus e atualmente através do ERASMUS+, as Instituições de Ensino Superior portuguesas e azeris tiveram a oportunidade de se reencontrarem, passados que foram vários séculos desde os primeiros contactos entre os nossos antepassados.
A troca de experiências e os vários projetos de investigação comuns mostram-nos que é efetivamente através da Educação e da Aquisição de Competências e de Novas Aprendizagens que ajudamos a construir Sociedades transigentes e plurais.
O sucesso desta cooperação transnacional veio mostrar que também a Academia beneficia com a interação com metodologias díspares que nos levem a colocar em causa as nossas certezas e a construir novas teorias.
A Humanidade aprendeu que a Educação é o instrumento mais poderoso para a promoção de mentes livres e plurais. O respeito pelos quatro pilares da Educação[1] leva-nos a concluir que iniciativas como estas possibilitam o debate e a troca de experiências que assentam, seguramente, em realidades muito dispares mas em que o animus generalizado é que é através do diálogo que as sociedades se desenvolvem e enriquecem.
O Engenheiro António Guterres é candidato a Secretário Geral das Nações Unidas. Ganhou até agora todas as votações. No entanto, esperam-no as últimas votações tidas pelos players internacionais como decisivas. Por ora, e enquanto esses votos não estiverem contados, a nossa Missão será dar Voz a esta candidatura.
A Terra do Fogo[2] será por estes dias mais um dos locais onde se discutirá o Nosso Futuro e, naturalmente, o desejável porvir desta candidatura!
[1] Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI coordenado por Jacques Delors
[2] A Republica do Azerbaijão é conhecida desde há muitos séculos por Land of Fire – os primeiros habitantes consideravam o Fogo um Deus e por isso adoravam-no. Em Surakhani o Fogo nunca se apaga e proporciona um espetáculo inesquecível.